4 de jan de 2011

04/01/2011 – Pucón (Vulcão Villarica)

Seis e meia da manhã, German bate à nossa porta. Pensamos que seria para dizer que não haveria o trekking, pois o tempo ontem estava muito ruim. Que nada, ele nos pede para dar uma olhada para fora e quem nos aparece majestoso, sem nenhuma nuvem? Sim, ele: o vulcão Villarica.


Nos arrumamos com agilidade para mais essa aventura.

A taxa do passeio incluía:

1. Botas (usamos as nossas que são bem mais leves); calça e jaqueta corta-vento, luvas e capacete.

2. Mochila com grampones para andar no gelo, polainas para evitar molhar as pernas, aparato para skybunda, piolet (uma espécie de machado para apoio da caminhada na neve)

Precisamos levar:

1. Protetor solar

2. Óculos escuros

3. Água (sugerem 1,5l por pessoa no mínimo)

4. Sanduíches, barras de cereal e chocolate (para dar energia no caminho)

5. Um agasalho para colocar por baixo da roupa oferecida, sugerimos roupa longa de academia que ventila mais. No entanto, para quem sente frio, é importante um casaco mais quentinho, exceto lã, que segundo o guia pode congelar.

Não contávamos com o peso da mochila, que apenas com o equipamento tinha em torno de 5kg. Saímos por volta das 7h40min, conduzidos por uma van, até a estação de Sky (8h30min), que felizmente estava funcionando e nos levou até um trajeto da subida. Iniciamos a subida a pé às 9 horas. Caminhar no gelo é muito legal!! Certamente cansa muito mais que um trekking no solo, no entanto, o ritmo é bem mais lento, assim não sentimos palpitações ou cansaço respiratório. Até a primeira parada estávamos super bem.

Não é emocionante?

Pés afundados na neve - gelaadooooooooo!

Nesse momento alguns de nosso grupo desistiram, pois estavam passando mal. O tempo fechou e o guia nos disse que não veríamos muita coisa, mas nos deu a opção de subir um pouco mais, caso chovesse, retornaríamos. Subimos um pouco mais, agora a dificuldade aumentou, mas o tempo estava bom. Fizemos a segunda parada, os pés estavam gelados, mas estávamos bem. Não sabemos se foi Torres del Paine que foi muito difícil, ou se realmente aquele trekking não era tão difícil como líamos nos blogs. Até a Keyla que estava com o pé atrás achou tranqüilo.

Alegria pelo esforço!

Esse trecho foi puxado, com direito à trilha sonora - "Se meus joelhos não doessem mais..."

O último trecho nos exigiu mais. Já estávamos cansados quando enfim chegamos ao topo, às 13h15min. O ar ali dificulta a respiração, os gases do vulcão nos fazem tossir, mas dá para suportar. Tiramos algumas fotos, comemoramos a vitória, apenas sentidos que havia muitas nuvens, impossibilitando uma melhor vista. Mas a experiência foi muito especial!! A pausa não foi muito longa, pelo ar e o frio que aumentava.
Enfim na boca do vulcão - observe a fumaça!

Todos conseguimos! Junto conosco está uma das cariocas do hostal que foi até o fim!

2843 m de altitude!!!

Descemos um pouco a pé e então, iniciou a melhor parte da aventura: skybunda!! Achávamos que seriam poucos trechos, mas que nada, praticamente toda a descida! Prendemos um tecido com silvertape ao redor da cintura com extensão até a coxa, e descemos como se fosse um tobogã!!! Muitooooooo divertido!!! Rodopiamos, atropelamos uns aos outros, mas nada se comparou ao momento em que resolvemos ir nós quatro de trenzinho no skybunda! Já havíamos ido com o guia como condutor, mas dessa vez, quem nos conduziu??? A Márcia, que somente esqueceu de um detalhe: de preparar o freio – feito com o piolet!! Pegamos uma velocidade imensa, começamos a comer gelo, gritávamos para ela parar e a danada só ria! Ria de nervosa coitada, quando viu que não tinha como frear. O guia lá na frente mandou parar em todas as línguas possíveis: Stop, pare... enfim mas não teve jeito!!! Nossa condutora saiu rolando, deu cambalhota, um vai pra um lado, outro pro outro, piolet para frear...bom, nem as polainas contiveram o gelo dentro de nós!! Foi muito engraçado, rimos por muito tempo do carrinho desgovernado...Descemos em uma hora e vinte minutos, também com essa velocidade heheeh... Voltamos conduzidas pela van até o hostal, tomamos um banho e seguimos as sugestões das brasileiras: fomos até as águas termais Huife, para relaxar a musculatura, depois de todo aquele gelo e peso nas costas. Foi a melhor terapia, valeu cada centavo! Depois voltinha pelo centro, que é muito lindo, e uma pizza para recarregar a energia!!!

Melhor remédio!

2 comentários:

  1. Emoção & Recordação

    Penso que estas palavras estarão sempre em movimento com esta viagem.

    Bom regresso aos diletos amigos!

    Tabajara

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  2. Querido amigo Taba, é bom saber que está acompanhando com tanto carinho nossa viagem. Um grande abraço pra você e para a Káloa!

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